Arquitetura do Brasil
A arquitetura do Brasil, desenvolvida através dos séculos desde o início de sua colonização, foi diretamente influenciada pelos diversos povos que formam o povo brasileiro e pelos diversos estilos arquitetônicos vindos do exterior. Contudo, a arquitetura bandeirista e o Barroco mineiro são considerados por muitos estudiosos como expressões de estilos europeus que encontraram no Brasil uma manifestação e linguagem próprios, destacando-se de suas contrapartes metropolitanas. A primeira se refere à produção realizada basicamente no que seria hoje o estado de São Paulo pelas famílias dos bandeirantes, inspirando-se em uma estética próxima, ainda que bastante alterada, do Maneirismo. A segunda corresponde ao Barroco (ainda que muitos o considerem mais próximo do Rococó) representado especialmente pelas igrejas construídas por Aleijadinho.
Em fins do século XVIII, com a gradual introdução do Neoclassicismo no Brasil e em especial a partir da presença do arquiteto francês Grandjean de Montigny no início do século XIX, este novo estilo frutificou e mais tarde levaria ao surgimento de uma escola eclética já para o final do século, e que produziria alguns dos mais importantes edifícios públicos do país e exerceria uma larga influência em todos os estratos sociais. Pouco depois o Modernismo definiria mudanças drásticas na paisagem urbana, num processo coroado pela construção de Brasília. Em anos mais recentes a arquitetura brasileira tem continuado uma trajetória desde o Modernismo respeitada internacionalmente e vem buscando definir o que será uma arquitetura nacional num mundo globalizado.
Índice |
Arquitetura indígena
Os nativos que habitavam o território brasileiro mostravam uma apreciável capacidade arquitetônica nas suas ocas, construções para habitação que podiam atingir até 30 m de extensão e 10 m de altura. Com uma estrutura de madeira coberta de palha ou folhas de palmeira, eram de uso coletivo e não possuíam divisões internas, e organizavam-se em povoados constituídos de uma praça central em cujo entorno se erguiam as palhoças, numa distribuição circular.
Esta arquitetura tribal ainda é comum entre os povos indígenas remanescentes no norte do Brasil, mas não exerceu qualquer impacto significativo na tradição arquitetônica brasileira, permanecendo como um fenômeno cultural isolado. Mas recentemente este modelo, reinterpretado com técnicas e materiais atuais, vem recebendo atenção de alguns arquitetos como uma alternativa interessante e ecológica para o problema habitacional contemporâneo[1].
Séculos XVI-XVII
Fortes
Os primeiros exemplos significativos de arquitetura no Brasil foram as fortalezas e os templos religiosos. Nos primeiros anos da colonização uma das preocupações maiores da metrópole portuguesa era assegurar a posse do território, e as primeiras povoações nasceram em torno de cidadelas. A primeira fortaleza erguida em território nacional foi o Forte de São Tiago (que ainda sobrevive com o nome de Forte de São João), em Bertioga, na baixada santista, datando de 1532. Era de início uma paliçada de madeira, e mais tarde foi reformado em alvenaria, adquirindo sua configuração atual [2].
Depois foram erguidas uma série de outras fortalezas em todo o litoral, e em alguns pontos do interior, e seguiam basicamente um mesmo modelo que se manteve sem grandes variações ao longo dos séculos, de planta quadrangular ou poligonal, às vezes deformada para se adaptar à topografia subjacente. Tinham uma base chanfrada em pedra nua, muralhas de alvenaria caiada por cima, com guaritas intercaladas, e uma série de habitações despojadas no interior, contando muitas vezes com alguma capela ou pequeno templo. Ocasionalmente na entrada das fortalezas eram erguidos portais mais ou menos elaborados, seguindo o estilo tardo renascentista ou maneirista, que predominou durante os séculos XVI e XVII. Exemplo original é o Forte de São Marcelo, erguido sobre uma ilhota em Salvador, construído nos anos 1650 e o único de planta circular existente no Brasil.
Igrejas
As ordens religiosas como a dos Jesuítas, Franciscanos e Carmelitas, das primeiras a se fixarem no Brasil, possuíam em seus quadros arquitetos e construtores notáveis, e com eles se iniciou uma grande tradição de construções religiosas cada vez mais ricas e imponentes.
Os primeiros templos religiosos construídos no Brasil seguiam o estilo tardo-renascentista ou maneirista português, conhecido como estilo chão. Esta estética caracteriza-se pelas fachadas compostas por figuras geométricas básicas, frontões triangulares, janelas próximas ao quadrado e paredes marcadas pelo contraste entre a pedra e as superfícies brancas, de caráter bidimensional. A decoração é escassa e circunscrita em geral aos portais, ainda que os interiores são ricos em altares, pinturas e azulejos.
Assim, as primeiras igrejas brasileiras tem nave e capela-mór de planta retangular, com uma ou três naves, janelas simples e uma fachada retangular ou quadrada encimada por um frontão triangular, podendo ter uma ou duas torres laterais. Ao longo do século XVII aparecem frontões adornados com volutas de caráter maneirista. Nessa primeira fase, os principais modelos das igrejas coloniais foram as igrejas de São Roque e São Vicente de Fora de Lisboa.
Hoje em dia restam poucos exemplos da arquitetura quinhentista no Brasil, uma vez que boa parte das edificações mais antigas foi ou destruída, pilhada ou reformada, até mesmo em tempos recentes. A importante igreja jesuítica do Morro do Castelo no Rio, de 1567, foi demolida em 1922 na reurbanização da área onde se localizava [3]. Exemplos raros de arquitetura religiosa quinhentista são a Igreja Matriz de São Cosme e São Damião de Igarassu (começada em 1535 e depois reformada) e a Igreja da Graça em Olinda, construída no último quartel do século XVI, com uma fachada maneirista inspirada na Igreja de São Roque de Lisboa.
Várias igrejas do século XVII, de caráter maneirista, ainda sobrevivem no Brasil. Um exemplo é a igreja do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, construído entre 1633 e 1677 com base a um projeto de 1617. A fachada é composta por formas geométricas, com um frontão triangular, ladeada por duas torres e com uma galilé com três portais, semelhante à Igreja de São Vicente de Fora de Lisboa. Um exemplo mais tardio é a antiga igreja jesuíta, atualmente Catedral de Salvador, datada da segunda metade do século XVII, com uma fachada maneirista encimada por volutas e com duas torres recuadas em relação à fachada, características semelhantes à igreja jesuíta de Coimbra (atual Sé Nova de Coimbra). O interior, de nave única com capelas laterais e transepto e capela-mor pouco profundos, é baseado em São Roque de Lisboa. A igreja jesuíta de Salvador inspiraria outras na região, como a igreja do Convento de São Francisco de Salvador.
Materiais
Na arquitetura religiosa, bem como na civil, a antiqüíssima técnica da taipa foi largamente empregada desde os primeiros tempos até o século XIX, quando começou a declinar, só sobrevivendo em comunidades mais pobres [4]. As residências rurais primitivas, em sua maioria também de taipa, os chamados tejupares, visíveis até atualmente no Nordeste e Norte, foram nascidas dos primeiros empreendimentos agrícolas, e se resumiam a uma planta básica quadrada com um grande aposento de uso múltiplo, podendo contar com um menor anexo para a cozinha. Certamente se encontravam variações a este esquema elementar, acrescentando, conforme as possibilidades, dormitórios, uma capela e vários depósitos para ferramental agrícola e abrigo de animais. A cobertura geralmente era de palha e o piso podia ser ligeiramente elevado do solo com pranchas de madeira[5].
Nas vilas litorâneas o esquema construtivo era alterado, em vista das necessidades da urbanização compacta, de melhor defesa contra os ataques de índios e piratas, coisa comum no primeiro século de colonização, adotando o modelo europeu de casas construídas lado a lado, sem espaço intermédio, ficando um terreno livre apenas nos fundos, e sendo preferida a cobertura com telhas de barro.
Com o progresso da colonização e o estabelecimento de uma estrutura urbana básica, passou a ser utilizado também o adobe para construção, por ser mais resistente e permitir o avanço de estruturas maiores, com reforços de madeiramento, como conventos, colégios e igrejas mais amplas, e a cantaria, da qual um dos primeiros exemplares é a Casa-Forte de Garcia d'Ávila em Pernambuco, erguida já em 1551.
No interior do país para o fim do século começavam a se formar grandes fazendas, que passaram a contar com casas senhoriais amplas, com até dois pavimentos e estrutura de madeira e adobe, ou de pau-a-pique, às vezes com cantaria, e coberta de telhas, embora sua fachada continuasse a apresentar em geral linhas simples. A inovação foi a introdução da varanda à frente da fachada, uma área coberta livre de paredes [6].
Os autores
Durante muito tempo as construções brasileiras foram traçadas por engenheiros, arquitetos, decoradores, escultores e mesmo ourives e simples entalhadores, desde que tivessem capacidade de desenho e organização de espaços. Contudo, a construção efetiva dos prédios principais era entregue a um mestre-de-obras capacitado. Registro de nomes nos primeiros séculos ainda são muto raros, como é o caso do frei Macário de São João, que ergueu as igrejas do Convento de Santa Teresa, do Mosteiro de São Bento, e da Santa Casa de Misericórdia de Salvador. Especificamente para a construção militar foram criadas Aulas de Fortificações e Academias Militares, fundadas inicialmente em Salvador e depois no Rio de Janeiro [7].
Século XVIII: Barroco e rococó
Chegando com certo atraso em relação aos desenvolvimentos estéticos europeus, o barroco começou a ser notado no Brasil a partir do século XVII, nos centros de Salvador e São Paulo, gradualmente se disseminando para o resto do país, alcançando desde o Pará até o extremo sul, e penetrando pelo interior até Goiás e Mato Grosso[8]. O barroco criou um extenso acervo de arte e arquitetura no Brasil, de alta qualidade, e tornou-se de certa forma típico de todo o período colonial, levando a certos autores o nomearem de "a alma do Brasil" [9]. Sua influência se estenderia até o século XIX, como se pode constatar nas edificações perfeitamente barrocas de igrejas como a antiga Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, datada de 1817, ou o exemplo ainda mais tardio da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na mesma cidade, cuja construção iniciou em 1851, embora já com alguns traços neoclássicos, especialmente na decoração interna. Outros exemplos tardios são a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de Goiânia, cuja fachada só foi concluída em 1836, e a grande Igreja da Candelária, só concluída em 1877 seguindo um projeto do século anterior.
Este estilo, cujos maiores expoentes são edifícios religiosos, com o tempo foi-se modificando, passando de uma arquitetura sólida e austera derivada da herança quinhentista, com frontões discretos, torres com coroamento piramidal simples e frontispícios pouco elaborados, até chegar a uma fase onde as fachadas e interiores recebem ornamentação muito mais movimentada e com grande riqueza e requinte nos detalhes.
Da primeira fase podem-se citar alguns exemplos no Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro, na Igreja de Nossa Senhora do Desterro (Olinda), na Catedral de Salvador, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Goiânia). Já em transição para um estilo mais rebuscado é a exemplar Igreja de São Francisco de Salvador, cujo interior é um dos mais ricos em talha em todo o país. Em João Pessoa os franciscanos deixaram o primeiro templo puramente barroco, em seu Convento e Igreja.
Da segunda fase, cujo final já é rococó, temos magníficos exemplos em várias partes do Brasil, especialmente em Salvador, Recife e no estado de Minas Gerais, onde brilhou o arquiteto e escultor Aleijadinho, oferecendo soluções originais como plantas em elipse, fachadas curvas e torres circulares. Alguns templos barrocos de grande significado são:
- No Recife: a Igreja de Santo Antônio, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, cuja fachada é discreta mas cujo interior tem uma das mais exuberantes decorações rococós do país, a Matriz de Santo Antônio, igualmente com esplêndida talha nos altares.
- Em Salvador: Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
- Em Minas Gerais: a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a originalíssima Igreja de São Francisco, talvez a obra máxima de Aleijadinho, todas estas em Ouro Preto. Diversas outras cidades mineiras possuem exemplares significativos de arquitetura rococó, entre elas Sabará, Serro, Mariana, e sobretudo Congonhas, onde existe o grande complexo arquitetônico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
- No Rio de Janeiro: Igreja do Carmo, e a discreta mas mui graciosa Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.
Na arquitetura civil o barroco deixou relativamente poucos edifícios de maior vulto. As residências se caracterizam por apresentarem fachadas de um ou dois pavimentos (em alguns centros importantes como Salvador e São Luís podendo chegar a quatro pavimentos), com aberturas simples em arco abatido ou retangulares, emolduradas em madeira, mais raramente em pedra, e um telhado igualmente simples com beiral, às vezes com alguma ornamentação discreta como uma suave curvatura e telhas em bico nos cantos do telhado e sacadas com gradis de ferro trabalhado.
Famílias ricas podiam construir solares mais amplos e ornamentados, com azulejos na fachada, arcadas e alguma estatuária decorativa, como exemplificam o Palácio do Conde dos Arcos e do Solar do Saldanha em Salvador. Também nas fazendas do interior sobrevivem alguns casarões senhoriais de grande interesse, alguns de grandes dimensões, como a casa-grande do Engenho da Freguesia, no Recôncavo Baiano, embora sua arquitetura em linhas gerais seja bastante simples, com um prédio principal de residência do proprietário e outros anexos para a senzala, depósitos de ferramentas e alimentos, abrigos para animais e casinhas para os lavradores. Caso singular em um gênero diverso é o Aqueduto da carioca, uma grande obra civil para condução de água erguido entre os séculos XVII e XVIII, localizada no Rio de Janeiro, com 270 m de extensão e 17 m de altura.
Dos prédios oficiais poucos sobreviveram sem alterações. Um dos mais significativos é a antiga Casa da Câmara e Cadeia de Ouro Preto, hoje o Museu da Inconfidência, com uma rica fachada onde há um pórtico com colunas, escadaria de acesso, uma torre, estátuas ornamentais e estrutura em cantaria. Também importante é o Paço Imperial no Rio, antiga residência da família real.
Cidades como Salvador, Olinda, São Luís no Maranhão, Goiás Velho, e diversas em Minas Gerais, notadamente Ouro Preto e Diamantina, ainda preservam numerosos exemplares de arquitetura civil e religiosa típicas do barroco colonial em seus centros históricos, que foram declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO em vista de sua importância histórica e arquitetônica.
|
Centro Histórico de Salvador, Patrimônio Mundial. |
O século XIX e a transição para o século XX
Neoclassicismo
O Neoclassicismo é reputado como tendo sido oficialmente introduzido no Brasil pela Missão Francesa de 1816, embora elementos palladianos possam ser notados desde o século anterior no norte do país com a atuação do arquiteto Antônio José Landi, autor dentre outras obras da Catedral Metropolitana de Belém, datada de 1755, e traços neoclássicos já estão presentes nas obras arquitetônicas do Mestre Valentim, atuando no Rio. Contudo, é certo que a Missão desempenhou um papel crucial na difusão dos ideais neoclássicos a partir da capital, incentivada pela necessidade de se reorganizar a planta urbana do Rio após a chegada da família real portuguesa [10].
A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios fundada sob influência dos franceses incluía um curso completo de arquitetura, passando a ser ministrado efetivamente em 1826 na Aula de Arquitetura Civil por Grandjean de Montigny, sendo, depois da Aula de Fortificações de Salvador e da Real Academia de Artilharia Fortificação e Desenho do Rio de Janeiro, a terceira escola regular de ensino arquitetônico a ser fundada no Brasil. O próprio projeto do edifício-sede[15] era uma expressão pura do neoclássico francês em seu desenho, com fachada simétrica e um grande portal centralizado em ordem jônica, mas infelizmente apenas este elemento sobreviveu até nossos dias [16], instalado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Mesmo tendo a Missão Francesa esta função de divisor de águas na história da arquitetura brasileira, seria ingênuo supor que a herança anterior deixasse subitamente de influir na técnica e na estética das construções desta primeira metade do século XIX, especialmente em locais afastados da corte carioca. Como bem observou Sonia Gomes Pereira:
- "(...) é possível observar na prática arquitetônica do século XIX um conjunto muito mais complexo, em que vários elementos estão imbricados: a persistência de formas e técnicas coloniais; a necessidade de novos programas e funções; a incorporação de materiais importados; a diversificação dos agentes; os novos processos de formação profissional de arquitetos e engenheiros; além da sincronicidade de várias linguagens formais (...) Portanto, em lugar de uma só feição dominante, coexistem técnicas, programas e estilos do passado e do presente, evidenciando a permanência da tradição colonial, entrelaçada no desejo de modernização e na necessidade de construção imaginária da nova nação." [11]
De qualquer forma o barroco colonial iria gradualmente extinguindo sua presença e a corrente neoclássica ganharia predominância, com um centro difusor principal, o Rio de Janeiro, onde o estilo oficial seria basicamente uma importação na íntegra de referenciais estrangeiros, incluindo os materiais de construção e os artífices, e o interior do país, onde as circunstâncias geográficas, sociais e econômicas obrigaram à criação de um estilo simplificado, provinciano e superficial [12].
Evidenciando o processo artificial de evolução representado pela imposição súbita do neoclassicismo, o estilo se caracterizou pela repetição exaustiva de números limitados de fórmulas, predominando a demarcação de um pórtico central com frontão triangular sustentado por colunas clássicas, que às vezes se aplicavam a toda a extensão da fachada sob forma de pilastras, e mesmo em casos adotando um esquema de peristilo [13].
Não obstante seu debatido mérito, o neoclassicismo deixaria diversos exemplos significativos em vários pontos do Brasil. Pode-se citar o Palácio Real da Quinta da Boa Vista e a Santa Casa de Misericórdia no Rio, o Teatro de Santa Isabel em Recife, o antigo Palácio de Verão de Dom Pedro II, hoje o Museu Imperial em Petrópolis, o Theatro da Paz em Belém do Pará e o Palácio dos Leões em São Luís do Maranhão. Ainda com um perfil neoclássico mas já apontando para o ecletismo que viria a seguir é o majestoso Museu do Ipiranga em São Paulo.
Romantismo e Ecletismo
Em meados do século começa a se formar um corpo de crítica da arquitetura, da qual os primeiros expoentes são José Albano Cordeiro e Moreira de Azevedo, começam a se difundir obras teóricas de Johann Joachim Winckelmann, Marc-Antoine Laugier, Quatremère de Quincy, Jean-Nicolas-Louis Durand, Vignola e Palladio, e surgem os primeiros tratados autóctones no Compêndio de Architectura Civil e Hydraulica (1844) de Pedro de Alcântara Bellegarde e no Vocabulario dos Termos Technicos da Arte de Construir (1868-69), de André Rebouças.
Com a ampliação nos estudos acadêmicos e no número de arquitetos atuantes, e com as novas tendências românticas da época, o estilo neoclássico rigoroso começa a ser alterado para incorporar elementos exógenos à pura tradição clássica e seu sistema de proporções baseado na secção áurea, passando a usar outros sistemas numéricos baseados em números inteiros e com uma filosofia que abandonava o idealismo e cujo escopo era a necessidade e a funcionalidade [14]. Arquitetos como Joaquim Cândido Guilhobel, Jacintho Rebello e sobretudo Joaquim Francisco Béthencourt da Silva divulgam esta nova ordem que logo se constituiria num conjunto verdadeiramente eclético de elementos arquiteturais que buscavam novas soluções na volumetria, na distribuição de espaços internos, no vocabulário ornamental e na técnica construtiva. Cabe dizer que o ecletismo, na voz de Gustavo Rocha-Peixoto, falando sobre a atuação precursora de Bethencourt da Silva, "não é ruptura com o neoclássico, é continuação modernizadora. É algo que caminha para a frente, se moderniza e atualiza." [15].
Com o advento da República em 1889 e dos novos sentimentos nacionalistas, o ecletismo passa a ser empregado como ilustração de um ideário político que buscava entre outras coisas negar a ligação com o passado português fazendo referências a outras fontes de cultura, como a França e a Itália. Ao mesmo tempo surgiam inovações tecnológicas nos meios de transporte (expansão das ferrovias e aparecimento do bonde elétrico e logo do automóvel), na indústria (produção em série) e nos métodos de construção (uso estrutural do ferro fundido, aço e concreto), e no sistema de produção com o emprego de mão-de-obra assalariada, na qual grande contingente era imigrante, fatores que associados à acelerada urbanização na virada do século XIX para o século XX, levaram a uma rápida expansão e desenvolvimento nas artes arquiteturais [16]. Além da base neoclássica o ecletismo, especialmente já no século XX, incorpora elementos de historicismo e exotismo, evidenciando traços neobarrocos, mouriscos, românicos e de outras escolas e países.
Nas primeiras décadas do século XX o ecletismo entra em seu auge, com uma proliferação de grandes construções públicas e privadas em todo o país, incluindo palácios de governo, teatros, grandes colégios, e estendendo sua área de influência desde as elites em seus palacetes até as camadas mais baixas da população, que também começa a erguer suas residências num estilo eclético simplificado, dentro de seus magros recursos.
Enquanto que o Estado desejava se afirmar internacionalmente junto às grandes potências capitalistas edificando em larga escala segundo os princípios mais "modernos" e internacionalizantes, uma burguesia abastada em rápida ascensão colaborava na multiplicação de edificações suntuosas e monumentais, com interiores extremamente luxuosos e fachadas sobrecarregadas de ornamentos e estatuária, a fim de assegurar física e visualmente seu status e igualmente expandir o mercado construtor e o sistema de produção que ela mesma administrava [17]
Dentre os arquitetos notáveis da época podemos elencar Filinto Santoro atuando em várias partes do Brasil, Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi em São Paulo, Heitor de Melo no Rio e Theodor Wiederspahn em Porto Alegre, todos com obra extensa de grande qualidade e inventividade. Os edifícios ecléticos brasileiros são inúmeros, mas basta citarmos alguns para evidenciar o alto nível a que chegou esta arquitetura no Brasil:
- Em São Paulo: Teatro Municipal, Pinacoteca do Estado, Estação da Luz e o Palácio das Indústrias.
- Rio de Janeiro: Palácio Monroe (demolido), Palácio do Catete, Palácio Laranjeiras, Polícia Central, Teatro Municipal, Biblioteca Nacional, Palácio Rio Negro, Teatro Carlos Gomes.
- Rio Grande do Sul: Conjunto dos prédios históricos da UFRGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Cervejaria Brahma, Confeitaria Rocco e o Palácio Piratini.
- Amazonas: Teatro Amazonas, Palácio Rio Negro
- Bahia: Palácio Rio Branco, Palácio do Paranaguá
- Minas Gerais: Palácio da Liberdade
- Pará: Palacete Bolonha
- Espírito Santo: Palácio Anchieta
- Paraíba: Palácio da Redenção
- Pernambuco: Palácio do Campo das Princesas, Faculdade de Direito, Palácio da Justiça
Mais tarde, em meados do século XX, sob a influência dos seguidores do modernismo o estilo eclético passaria a ser considerado por muitos uma aberração, levando à demolição de vários prédios importantes, entre eles o Palácio Monroe, cujo abate gerou uma polêmica que se estende até os dias de hoje [18]. Só a partir dos anos 80 o ecletismo passou a ser revalorizado como uma expressão legítima de determinada fase da história arquitetônica brasileira, e por isso merecedor de atenção, respeito e proteção [19].
Neogótico
Como uma tendência marcante e um tanto à parte, embora embutida na mesma perspectiva romântica-historicista que originou o ecletismo, e em muitos casos transitando através de outros estilos em sínteses polimorfas, está a voga neogótica que correu o Brasil entre o fim do século XIX e meados do século XX, visível especialmente na construção sacra. Deixou numerosos e interessantes exemplares na maior parte do país. Podemos indicar como edifícios paradigmáticos desta corrente:
Catedral Metropolitana de São Paulo, cuja construção começou em 1913 e só terminou em 2002, sendo a maior igreja de São Paulo e um dos 5 maiores templos neogóticos do mundo, adotando uma linha derivada da interpretação modernizada do gótico nascida com Viollet-le-Duc, com uso de metal na cúpula e torres e técnicas então as mais avançadas de construção.
Catedral de Petrópolis, construída entre 1884 e 1969. Nela está o Mausoléu Imperial, onde descansam os restos mortais do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina.
Igreja de Santa Teresinha, em Porto Alegre, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 6 de janeiro de 1924. Seu neogótico, da chamada "linha arqueológica", que buscava uma aproximação literal do estilo medieval, é muito puro e refinado.
No caso do Rio Grande do Sul o neogótico foi o estilo preferido para a construção de uma infinidade de capelas e templos, especialmente na região de colonização italiana, entre fins do século XIX e começo do século XX. Dentre estes são exemplos interessantes a Catedral de Caxias do Sul e a Capela do Santo Sepulcro, na mesma cidade, Igreja Matriz de N. S. de Lourdes [17] em Flores da Cunha, a Igreja Cristo Rei em Bento Gonçalves, a Igreja Matriz de São Pedro [18] em Garibaldi, e a Matriz de São Luiz Gonzaga [19] em Veranópolis. Também a cidade de Santa Cruz do Sul, de colonização alemã, possui um grande templo numa vigorosa e original interpretação do estilo gótico, a Catedral de São João Batista.
Século XX
Inícios da Modernidade: Art Nouveau e Art Déco
A Art Nouveau foi um estilo internacional de arte e arquitetura caracterizado pela fluida e requintada ornamentação de caráter fitomórfico. No Brasil teve impacto relativamente discreto na arquitetura, com maior presença nas artes aplicadas e decorativas e na pintura. O estilo já é uma expressão típica da modernidade, reagindo ao historicismo e ao sentimentalismo romântico, objetivando uma integração à vida cotidiana, às mudanças sociais e ao ritmo acelerado da vida moderna, apesar de em certo sentido se opor à lógica industrial e à sociedade de massas pela ênfase na beleza e no artesanato e pela subversão de certos princípios da produção industrial em série, que tende ao uso de materiais mais descartáveis e ao acabamento menos sofisticado [20].
Exemplares puros deste estilo são raros, já que aqui muitas vezes se fundiu a outras tendências pré-existentes como o ecletismo, mas pode-se mencionar a residência Antonio Faciola e a erguida por Victor Maria da Silva, ambas em Belém do Pará. Em São Paulo a Casa Braga é um bom exemplo de mistura com elementos marajoaras, e a Vila Penteado, atualmente pertencente à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, é considerada um dos mais representativos exemplares deste estilo naquele estado, tendo sido traçada por Carlos Ekman. Outro criador significativo foi Victor Dubugras, autor da casa à rua Marquês de Itu 80 e a residência de Horácio Sabino na avenida Paulista.[21] No Rio Grande do Sul o estilo foi introduzido por Manoel Itaqui, autor do observatório astronômico da UFRGS e de outras edificações no campus da universidade.
No contexto da industrialização e expansão urbana aceleradas, aparece a Art Déco, com suas linhas sintéticas e ornamentação geometrizante, que representa um passo importante para os futuros desenvolvimentos da arquitetura modernista. Os princípios Déco agiram como uma espécie de enxugamento formal de caráter progressista na atmosfera estética polimorfa já um tanto opressiva, confusa, fantasiosa e nostálgica dos anos anteriores, e se prestou mais, por sua maior simplicidade e grande coerência entre forma e função, ao processo de verticalização das grandes cidades.
O Modernismo
Sentindo a necessidade de uma renovação definitiva no panorama arquitetônico nacional, com vistas a uma homogeneização da paisagem urbana, em meados da década de 20 se forma um grupo de profissionais em torno da figura do russo Gregori Warchavchik, contratado pelo grupo Simonsen para trabalhar na cidade de São Paulo, e seu primeiro projeto foi o da Casa Modernista [20]. Este grupo de arquitetos colocou o Brasil entre os principais expoentes internacionais da indústria da construção civil [22]
O grupo vinha inspirado pela arquitetura de Le Corbusier, Walter Gropius, Mies Van der Rohe e Frank Lloyd Wright, e se ligava a movimentos estéticos como o Futurismo e o Modernismo brasileiro das artes plásticas e literatura. Participaram deste período revolucionário Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernâni Vasconcelos, Jorge Moreira, Lucio Costa e acima de todos Oscar Niemeyer, cuja brilhante produção ao longo de uma extensa e frutífera carreira o coloca como um dos gênios da arquitetura de todos os tempos.
A visita de Le Corbusier ao Brasil em 1929, e sua posterior contratação pelo governo brasileiro em 1936 para dar assessoria ao projeto do prédio do antigo Ministério da Educação e Saúde no Rio colocaram o modernismo em evidência, e logo ele veio a se tornar uma espécie de estilo oficial, de cariz um tanto autoritário e centralizador [23], cujo coroamento foi a construção de Brasília na década de 50, um projeto conjunto de Costa e Niemeyer de tamanha importância, influência e impacto que foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O modernismo trouxe avanços radicais à estética e à técnica de construção, onde predominam linhas geométricas simples e puras, mas muitas vezes ousadas, e o concreto armado, o aço e o vidro assumem papel de destaque. Os principais elementos da estética Corbusiana se resumem da seguinte forma:
- Planta livre: elaboração de uma estrutura independente que permita a livre distribuição das paredes, já sem exercerem função estrutural.
- Fachada livre: resulta igualmente da independência da estrutura. Assim, a fachada pode ser projetada sem impedimentos.
- Pilotis: sistema de pilares que elevam o prédio do chão, permitindo o trânsito por debaixo do mesmo.
- Terraço-jardim: recupera a área ocupada pelo edifício transferindo-o para cima do prédio na forma de um jardim.
- Janelas em fita: possibilitadas pela fachada livre, permitem uma relação desimpedida com a paisagem.
Outros arquitetos brasileiros também seguiram os princípios de Le Corbusier, deixando uma contribuição significativa no cenário nacional. Dentre eles estão Henrique Mindlin, Carmen Portinho, Francisco Bolonha, Sérgio Bernardes, Olavo Redig de Campos e Marcos Konder Netto (Rio); Flávio de Carvalho, Álvaro Vital Brazil, Rino Levi, Oswaldo Bratke, Paulo Mendes da Rocha e Vilanova Artigas (São Paulo); Luís Nunes, Burle Marx e Delfim Amorim (Recife); Diógenes Rebouças e José Bina Fonyat (Salvador).
|
Interior da Catedral de Brasília, de Oscar Niemeyer. |
O Edifício Copan, de Oscar Niemeyer, em São Paulo. |
O Edifício da FIESP, do escritório de Rino Levi. |
A sede do MASP, de Lina Bo Bardi. |
A segunda geração moderna
Na década de 50, e em especial após a construção de Brasília, surge uma tendência alternativa ao "Corbusierismo", buscando uma aproximação com fontes vernáculas, e diferenças e necessidades regionais começam a se fazer presentes de forma incontestável, e passam a ser usados materiais tipicamente regionais como a cerâmica e o tijolo aparente nas construções. Criadores como Lina Bo Bardi, Luiz Paulo Conde, Severiano Mário Porto, Francisco de Assis Reis e Jaime Lerner iniciam um processo de crítica e revisão dos princípios do modernismo ortodoxo e adotando conceitos flexibilizadores do agudo racionalismo das décadas anteriores. Com isso a unidade de pensamento arquitetônico que havia se formado em torno da influência de Corbusier se quebra, e surgem adaptações e releituras do repertório formal protomodernista e modernista [24] [25].
Pós-modernismo e contemporaneidade
A partir da década de 70 começam a se tornar patentes sérios problemas de urbanismo ligados à crescente densidade populacional nas grandes cidades e à sua intensa verticalização. Particularmente em anos recentes tem havido grande demanda por habitação popular e especulação imobiliária, com conseqüente proliferação de espigões de estrutura "genérica" ou impessoal, rebaixamento na qualidade de vida, impacto ambiental negativo, infra-estruturas sanitárias e de abastecimento hídrico e elétrico insuficientes, perda do senso de escala humana nos prédios, vias de tráfego congestionadas, expansão dos cinturões de pobreza em torno dos grandes centros, degradação do ambiente social e uma série de problemas associados. Embora sejam questões mais diretamente ligadas ao urbanismo, a arquitetura desempenha um papel decisivo neste processo, e as projeções da ONU, apontando que em 2030 60% da população mundial viverá em cidades, forçam uma reavaliação urgente na tipologia das construções e sua adequação às realidades locais com vistas a uma sustentabilidade da urbanização futura [26].
Face a estes desafios os dogmas modernistas, suas soluções homogeneizadoras e sua estética fria, descolorida e impessoal baseada no concreto aparente são abandonados em uma busca de resultados humanos, sociais, estéticos e funcionais mais satisfatórios, calorosos e mais adequados à realidade contemporânea em sua imensa e fluida complexidade. Algumas das soluções sugeridas são no sentido de se criarem pólos de urbanização compacta mas com ênfase no uso misto e multifuncional dos espaços e edifícios, com prioridade para a circulação de pedestres e bicicletas, favorecendo áreas com possibilidade de reurbanização, mantendo-se a preocupação com a conservação dos recursos naturais e incentivando a participação popular num processo de autodeterminação de decisões oficiais básicas relativas ao urbanismo e à arquitetura urbana [27]. Neste complexo desenvolvimento recente a tecnologia de ponta (high-tech) tem servido à elaboração de uma vasta gama de soluções formais criativas e ousadas, muitas vezes fazendo uso de um vocabulário formal historicista, impensável para a geração anterior, numa espécie de novo ecletismo onde os prédios descombinam formas, cores e materiais, assinalando sua multivalência, complexidade e contradição com total liberdade de leitura [28].
A arquitetura brasileira conta hoje com cerca de 140 escolas de formação de nível superior espalhadas por todo o território nacional, e a crítica está firmemente estabelecida, com vasta produção teórica, embora alguns aleguem que "poucos arquitetos brasileiros têm a preocupação de procurar linguagem própria à nossa cultura" [29], que ainda falta muito o que se fazer no campo da discussão e que em termos gerais o novo arquiteto sai da escola despreparado para atuar no mundo contemporâneo, preocupado apenas com a profissão em si e esquecendo que, para enfrentar com sucesso os desafios atuais, deve "entender de política, de macroeconomia, de tecnologia, de cultura; depois, com estas dimensões é que vai colocar nesse contexto a profissão. Não dá para começar pela profissão, sem estudar o contexto", sendo preciso "trabalhar com as raízes culturais. Com a nação, e dentro do próprio país, com as sub-regiões"[30].
|
Shopping Estação, Curitiba. |
Ópera de Arame, Curitiba. |
Referências
- ↑ Oca com painéis fotovoltaicos. ArcoWeb
- ↑ O Forte mais antigo do Brasil. jornaldabaixada.com.br
- ↑ Lemos, Carlos A. C. & Leite, José Roberto Teixeira. Depois de Guararapes, in Civita, Victor (editor). Arte no Brasil. São Paulo: Abril Cultural/Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo/Fundação Padre Anchieta, sem data.
- ↑ Pisani, Maria Augusta Justi. Taipas: A Arquitetura de Terra
- ↑ Bertram, Paulo. A Construção da Casa no Brasil
- ↑ Idem. Op. cit
- ↑ Cavalcanti, Nireu. Arquitetura no Brasil. Rede da Memória Virtual Brasileira. [1]
- ↑ Neves, André Lemoine. A arquitetura religiosa barroca em Pernambuco – séculos XVII a XIX. Portal Vitruvius [2]
- ↑ Sant’anna, Affonso Romano de, citado por Neves, André Lemoine in Op. cit. Portal Vitruvius [3]
- ↑ Almeida, Bernardo Domingos de. Portal da antiga Academia Imperial de Belas Artes: A entrada do Neoclassicismo no Brasil. In: 19&20 - A revista eletrônica de DezenoveVinte. Volume III, n. 1, janeiro de 2008. [4]
- ↑ Pereira, Sonia Gomes. A Historiografia da Arquitetura Brasileira no Século XIX e os conceitos de Estilo e Tipologia, in 19&20 - A revista eletrônica de DezenoveVinte. Volume II, n. 3, julho de 2007 [5]
- ↑ Triana, Andrea & Silva, Evaristo Marcos. Arquitetura Neoclássica: Idéia, Método e Linguagem. [6]
- ↑ Idem, Op. cit.
- ↑ Rocha-Peixoto, Gustavo. Lacunas fundadoras.
- ↑ Idem, Op. cit.
- ↑ Andrade Junior, Nivaldo Vieira de. A Influência Italiana na Modernidade Baiana: o caráter público, urbano e monumental da arquitetura de Filinto Santoro. In: 19&20 - A revista eletrônica de DezenoveVinte. Volume II, n. 4, outubro de 2007. [7]
- ↑ Doberstein, Arnoldo Walter. Estatuária e Ideologia: Porto Alegre 1900-1920. Porto Alegre: SMC, 1992. pp. 74-75.
- ↑ Palácio Monroe: Por que foi demolido?. Alma Carioca
- ↑ Andrade Junior, Nivaldo Vieira de. Op. cit
- ↑ Verbete Art Nouveau. Enciclopédia Itaú Cultural
- ↑ Toledo, Benedito Lima de: Álbum Iconográfico da Avenida Paulista, pp.58-63. Editora Ex Libris, São Paulo. 1987. ISBN 8571090017
- ↑ Guimaraens, Cêça de. Arquitetura. Portal do Ministério das Relações Exteriores [8]
- ↑ Recamán, Luiz. Nem arquitetura nem cidades. Resenha de Arantes, Otília. O urbanismo em fim de linha. São Paulo: EDUSP, 2ª edição, 2001. [9]
- ↑ Guimaraens, Ceça de. Op. cit
- ↑ Idem. Fase Pós-Brasília. Portal do Ministério das Relações Exteriores [10]
- ↑ Medrano, Leandro. O Brasil e as Mega-cidades. Uma breve reflexão a partir do Second Mega-cities Internacional Conference, Guangzhou, China. Vitruvius: Arquitextos 092, janeiro de 2008. [11]
- ↑ Idem. Op. cit
- ↑ Siqueira, Holgonsi Soares Gonçalves. Cidade Pós-moderna. Originalmente publicado no Jornal A Razão em 29.03.2001 [12]
- ↑ Maia, Éolo. Se não conhecermos nossa cultura arquitetônica, vamos sucumbir no processo de globalização. Entrevista. ArcoWeb. Maio, 2002. [13]
- ↑ Pereira, Miguel. In InfoIAB-RS entrevista Miguel Pereira. Porto Alegre: IAB-RS, dezembro de 2002.[14]
Ver também
- Arquitectura
- Urbanismo
- História da arte no Brasil
- História do Brasil
- História da Arquitetura
- Estilo arquitectónico
Quer Anunciar Nesta Página?
Planos de US$20 ou US$80 dolares mensais.
O pagamento será efetuado através do Paypal com toda segurança. Após a confirmação do pagamento, enviaremos as instruções por email com o formato e tipo de anúncio para incluirmos na página.
Em menos de 24 horas seu anúncio estará no ar!
