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Olinda

Nota: Se procura pelo bairro de Nilópolis, consulte Olinda (Nilópolis).
Município de Olinda
Olinda1-CCBYSA.jpg
"Capital da Cultura"
Brasão de Olinda
Bandeira de Olinda
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 12 de março
Fundação 12 de março de 1535
Gentílico olindense
Lema
Prefeito(a) Renildo Calheiros (PCdoB)
(20092012)
Localização
Localização de Olinda
08° 00' 32" S 34° 51' 18" O08° 00' 32" S 34° 51' 18" O
Unidade federativa Pernambuco
Mesorregião Metropolitana de Recife IBGE/2008 [1]
Microrregião Recife IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Recife
Municípios limítrofes Recife e Paulista
Distância até a capital 7 km
Características geográficas
Área 37,9 km²
População 397 268 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 13 497,7 hab./km²
Altitude 16 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,792 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 2.179.183 mil IBGE/2007 [4]
PIB per capita R$ 5.567,00 IBGE/2007 [4]

Olinda é um município brasileiro do estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife, com 394 850 habitantes (IBGE/2008), sendo uma das mais bem preservadas cidades coloniais do Brasil. Foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982.

Índice

Etimologia

Um mito popular diz que o nome Olinda teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – "Oh, linda situação para se construir uma vila!".

História

Localizada no estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. O donatário fez tudo pelo desenvolvimento da terra. Fundou o primeiro engenho de açúcar, desenvolveu a agricultura, estabeleceu um livro de Tombo e em 1537 foi elevada a vila no dia 12 de março. Duarte Coelho ordenou a construção de um edíficio destinado ao funcionamento da Câmara do Senado de Olinda, prédio este doado, em 1676, ao primeiro bispo de Olinda, Dom Estevam Brioso de Oliveira, que o converteu em um palácio episcopal, tudo que ainda hoje conserva. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, a sede foi transferida para o Recife.

Em 1630, Olinda foi tomada pelos holandeses que a incendiaram no ano seguinte; em 1654, os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses. Olinda volta a ser capital de Pernambuco, muito embora os governadores residissem no Recife.Por volta de 1800, com a fundação do Seminário Diocesano e, em 1828, do Curso Jurídico, transformou-se num burgo de estudantes. Deixou de ser a Capital da Província em 1837, perdendo o título de capital para o Recife.

Sob certos aspectos Olinda rivalizava com a metrópole portuguesa. Seus velhos sobrados tinham dobradiças de bronze, enquanto as igrejas, principalmente a Sé, ostentavam em suas portas principais dobradiças de prata e chaves fundidas em ouro.

Foi no Senado da Câmara de Olinda que, a 10 de novembro de 1710, o sargento mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional.

Os primeiros cursos jurídicos do Brasil, criados pelo Decreto Imperial de 11 de agosto de 1827, foram inaugurados solenemente no mosteiro de São Bento, a 15 de maio de 1828. Antes de sua transferência para o Recife, os Cursos Jurídicos funcionaram no prédio em que atualmente se encontra a prefeitura.

Demografia

Olinda tem uma população de cerca de 377 000 no total (360 554 na zona urbana), e uma área de 37,9 km², fazendo parte da Região Metropolitana do Recife, e localiza-se a uma distância de 6 km de Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com Recife, a leste com Oceano Atlântico. Olinda foi o ponto de partida, não só para o povoamento do interior pernambucano, mas também para a ocupação dos estados Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Somente Sergipe e Piauí, por terem sido povoados pelos baianos, não devem sua ocupação a Pernambuco.

Economia

Olinda é um município essencialmente habitacional, comercial e turístico. Pode-se dizer que é uma "semicidade dormitório", em relação à capital pernambucana, a vizinha Recife. Os habitantes são majoritariamente de classe média e de classe baixa.

Infra-estrutura

Educação

Instituições de ensino superior

Cultura

Ver artigo principal: Centro Histórico de Olinda
O breakdance, atividade cultural realizada nas regiões mais pobres do município.

Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Em 2005, Olinda foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura para o ano de 2006.

Foi a primeira vez que o Brasil elegeu uma capital cultural. O projeto é uma iniciativa da organização Capital Brasileira da Cultura (CBC), com o apoio dos Ministérios da Cultura e do Turismo e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Olinda revive o esplendor de seu passado todos os anos durante o Carnaval de Olinda, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos originais de Pernambuco. Há bonecos gigantes, nos quais cabe um homem apenas em suas pernas para ampará-lo; e blocos carnavalescos (com temáticas variadas, de grupos variados, geralmente acompanhados de orquestras de frevo, e/ou grupos de maracatus). É costume dos jovens molhar os transeuntes com pistolas d'água. Vários grupos também se fantasiam, seja qual for o personagem, em geral com a intenção de chamar a atenção para si, fazer uma crítica social, animar com brincadeiras, e atrair parceiros.

Durante todo o ano, em especial no sítio histórico de Olinda, há eventos culturais, como feirinhas de artesanato, reggaes, sambas, maracatus e afoxés. Também há ambientes mais intimistas, como casas de festas, bares e restaurantes culturais - com noites literárias, excelente gastronomia, música ao vivo etc. Circulam no meio crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos. Também há outras localidades, à beira-mar, onde a noite é freqüentada por diversas pessoas.

Também são símbolos culturais da cidade a comida típica tapioca e o farol de Olinda.

Cometa Olinda

Ver artigo principal: Cometa Olinda

Em 1860, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu, no Observatório do Alto da Sé, o primeiro cometa relatado a partir de observações na América Latina e o único descoberto no Brasil, que recebeu a denominação de cometa Olinda [5].

Vista do alto da Sé de Olinda com o Recife ao fundo.
Vista do alto da Sé de Olinda com o Recife ao fundo.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. a b Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios 2003-2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (20 de dezembro de 2009). Página visitada em 20 de dezembro de 2009.
  5. /http://www.grandebrasil.com.br/Brasil/PE_Pernambuco/?Cidade_Olinda+5362

Ver também

Ligações externas



Imagem: Centro Histórico de Olinda
A cidade de Olinda inclui o sítio Centro Histórico de Olinda, Património Mundial da UNESCO.

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